# Beephish – Gestão de Risco Humano

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Canonical: https://beephish.com/midia/novas-regras-do-banco-central-elevam-o-peso-do-fator-humano-na-seguranca-digital-do-sistema-financeiro

A atualização das regras de segurança cibernética do sistema financeiro brasileiro mostra como o tema deixou de ser tratado apenas como uma preocupação técnica e passou a ocupar espaço na agenda regulatória. As resoluções [CMN 5.274](https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&numero=5274) e [BCB 538](https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB&numero=538), publicadas pelo Banco Central, ampliam as exigências de gestão de risco e resiliência operacional para bancos, fintechs e instituições de pagamento.

O movimento ocorre em um cenário em que o comportamento humano continua entre os principais vetores de risco. O [_Data Breach Investigations Report 2025 (DBIR)_](https://www.verizon.com/business/resources/T577/reports/2025-dbir-data-breach-investigations-report.pdf), da Verizon, um dos levantamentos mais abrangentes sobre violações de dados no mundo, mostra que o elemento humano permanece presente em grande parte dos incidentes analisados, especialmente em ataques de phishing, comprometimento de credenciais e outras técnicas de engenharia social.

**O que muda com as novas resoluções**

As novas regras reforçam a necessidade de que instituições financeiras consigam comprovar a efetividade de seus controles de segurança. Não basta possuir políticas ou processos formalizados. O regulador passa a exigir evidências de que mecanismos de prevenção, monitoramento e resposta a incidentes funcionam de forma consistente.

Isso envolve práticas como autenticação multifator, proteção criptográfica de dados sensíveis, gestão contínua de vulnerabilidades, monitoramento de acessos e realização periódica de testes de intrusão conduzidos por equipes independentes.

O objetivo é elevar o nível de maturidade dos ambientes tecnológicos e garantir que as instituições consigam responder rapidamente a incidentes capazes de comprometer operações financeiras ou a confiança dos clientes.

**Segurança passa a ser responsabilidade estratégica**

Outro ponto relevante das resoluções é o reforço da responsabilidade da alta administração na governança de riscos cibernéticos.

A segurança digital deixa de ser tratada apenas como uma questão técnica e passa a integrar a agenda estratégica das instituições. Em um setor onde a confiança digital é um dos ativos mais importantes, garantir a proteção das operações financeiras se torna essencial para a continuidade de serviços, estabilidade operacional e reputação.

As exigências regulatórias também pressionam organizações a fortalecer estruturas de gestão de risco e ampliar a integração entre áreas de tecnologia, segurança da informação e governança corporativa.

**O fator humano continua no centro do risco**

Mesmo com o avanço das tecnologias de proteção, muitos incidentes ainda exploram vulnerabilidades relacionadas ao comportamento humano.

Ataques de phishing, golpes envolvendo o comprometimento de credenciais e uso indevido de acessos privilegiados seguem entre os vetores mais utilizados por criminosos para infiltrar ambientes corporativos. Em um sistema financeiro cada vez mais digital, com operações instantâneas e ecossistemas interconectados, um único acesso comprometido pode gerar efeitos em cadeia.

Por isso, além da implementação de controles tecnológicos robustos, torna-se fundamental investir em programas contínuos de conscientização em segurança.

Preparar colaboradores para reconhecer tentativas de fraude, proteger credenciais e compreender os impactos de suas ações digitais é uma das formas mais eficazes de reduzir a superfície de ataque.

**Segurança exige tecnologia, processo e comportamento**

As resoluções CMN 5.274 e BCB 538 reforçam uma visão cada vez mais clara no mercado:  segurança cibernética precisa ser tratada de forma integrada.

Ferramentas tecnológicas continuam sendo essenciais, mas precisam estar sustentadas por processos bem definidos, governança ativa e, principalmente, por uma cultura organizacional capaz de reduzir riscos associados ao comportamento humano.

Sem uma cultura de segurança, onde as pessoas entendem seu papel e sabem como agir, os riscos permanecem, independentemente do nível de investimento em tecnologia.

Em um ambiente onde transações financeiras acontecem em tempo real, proteger identidades, acessos e informações deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a ser um pilar estratégico do negócio, que começa e termina nas pessoas.

Natália Santos, gerente de Canais e Marketing da Beephish

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Fonte: BeePhish — https://beephish.com