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O Dia Internacional da Proteção de Dados, que terá sua quinta celebração no Brasil em 28 de janeiro, ganha relevância em um ambiente marcado por riscos mais complexos e pela presença crescente da inteligência artificial em operações defensivas e ofensivas. Modelos de IA, fluxos de informação e bases de treinamento passaram a compor novas superfícies de vulnerabilidade, enquanto arquiteturas híbridas, multicloud e aplicações SaaS ampliam a circulação de dados sensíveis. Segundo o IDC Latin America Security Report, 72% das organizações da região pretendem elevar os investimentos em proteção de dados e governança digital, movimento que reflete a percepção de que segurança deixou de ser um tema exclusivamente técnico e se tornou um componente estratégico.

No Brasil, empresas avançam na adoção de práticas como zero trust, observabilidade contínua, segurança desde a concepção e políticas de prevenção à perda de dados. A combinação de comunicação segura, governança de IA e controle granular de acessos vem sendo tratada como essencial para a continuidade operacional. A proteção de dados assume caráter preventivo, com foco em visibilidade, previsibilidade e resiliência, reforçando a ideia de que a informação é um ativo central que exige gestão estruturada e permanente.

A evolução da proteção de dados no Brasil ocorre em meio a um cenário de risco mais complexo, marcado pelo uso crescente de inteligência artificial tanto em ataques automatizados quanto em mecanismos de defesa. Modelos, bases de treinamento e fluxos de informação passaram a compor novas superfícies de exposição. Nesse contexto, proteger dados envolve integrar governança de IA, gestão de identidades, controles de proteção e observabilidade como elementos estruturais de segurança, afirma Claudio Bannwart, country manager da Netskope no Brasil.

A quinta edição do Dia Internacional da Proteção de Dados no Brasil reforça a centralidade da confiança em um ambiente digital cada vez mais sensível. Para a Teletex, cada dado representa um elemento individual relevante, o que amplia a responsabilidade sobre seu tratamento. Segundo Cristiano Buss, CEO da empresa, a proteção da informação vai além da tecnologia e envolve um compromisso contínuo com a segurança das relações em um cenário de digitalização crescente.

A segurança da informação deixou de ocupar um papel restrito à infraestrutura de TI e passou a integrar as decisões estratégicas das empresas. Com operações distribuídas entre nuvem, aplicações SaaS, dispositivos pessoais e redes de parceiros, a circulação de dados ampliou a superfície de exposição e elevou o risco de ataques. A proteção de dados pessoais demanda uma abordagem integrada, baseada em princípios como zero trust, controle granular de acessos e observabilidade contínua. Segundo Luciana Pinheiro, diretora da Citrix Latam no Brasil, essa proteção vai além da conformidade regulatória e está diretamente ligada à necessidade de garantir visibilidade, governança e resiliência operacional em um cenário marcado pela expansão do uso de inteligência artificial.

A discussão sobre proteção de dados deixou de se limitar a arquivos e sistemas internos. Hoje, grande parte das informações sensíveis das empresas circula pela rede em chamadas, gravações, integrações e dados em tempo real. Nesse contexto, a segurança depende da disponibilidade, integridade e confiabilidade da infraestrutura de telefonia. Segundo Cristiano Alves, diretor comercial da TIP Brasil, a comunicação segura tornou-se um elemento essencial para a continuidade estratégica dos negócios.

Isabel Silva, diretora de Security Business Development da Add Value, afirma que o Dia Nacional da Proteção de Dados evidencia que os riscos não estão apenas fora das empresas, mas também dentro delas. Segundo ela, muitas organizações ainda carecem de visibilidade sobre a circulação de informações sensíveis por e-mail e pela rede. Em um caso real, a falta de medidas de Data Loss Prevention só foi identificada quando uma tentativa de envio de dados confidenciais surgiu durante uma prova de valor. A partir desse episódio, a tecnologia passou a apoiar práticas de compliance e governança. Para Silva, proteger dados significa antecipar riscos e adotar uma postura preventiva que garanta maior visibilidade, previsibilidade e redução de incidentes.

Já Paulo de Godoy, country manager da Pure Storage Brasil, avalia que o Dia Internacional da Proteção de Dados reforça como o tema passou por uma transformação significativa no país nos últimos cinco anos. O debate, antes concentrado na infraestrutura, evoluiu para desafios mais amplos de gestão de dados. Com a inteligência artificial acelerando a criação, o tráfego e o valor das informações, o cenário de ameaças também se torna mais veloz e automatizado. Nesse contexto, a proteção de dados envolve não apenas prevenir violações, mas garantir que as organizações consigam responder e se recuperar com rapidez. De Godoy afirma que líderes que adotarem uma estratégia de resiliência cibernética centrada em dados — integrando governança, soberania, segurança e recuperação ágil — estarão mais preparados para sustentar a operação na era da IA.

Bruno Rigatieri, diretor Comercial e de Marketing da WDC Networks, afirma que a cibersegurança deixou de ser apenas uma medida de defesa e passou a integrar de forma permanente a presença digital de empresas e indivíduos. Segundo ele, práticas robustas de segurança fortalecem a relação com clientes e parceiros e são essenciais para a reputação e a sustentabilidade das organizações. Investir em soluções integradas de proteção de dados, acrescenta, é decisivo para garantir privacidade, continuidade operacional e confiança em um ambiente cada vez mais conectado.

José Roberto Rodrigues, country manager e alliances manager da Adistec Brasil, afirma que a proteção de dados deixou de ser um tema restrito à conformidade ou a soluções isoladas de tecnologia. Em um ambiente distribuído, no qual aplicações e informações se espalham entre data centers, nuvem e borda, a proteção passa a envolver continuidade, disponibilidade e capacidade de recuperação. Segundo ele, empresas que tratam o tema apenas como defesa permanecem em posição reativa, enquanto aquelas que o incorporam à estratégia de negócio constroem resiliência, confiança e sustentabilidade digital no longo prazo.

Glauco Sampaio, CEO da BeePhish, afirma que a proteção de dados está diretamente ligada à proteção das pessoas. Ele destaca que, em um cenário em que ataques digitais exploram comportamentos antes mesmo da tecnologia, a defesa eficaz depende de conscientização, educação contínua e da incorporação da segurança à cultura organizacional. Quando os colaboradores entendem seu papel e participam ativamente da proteção da informação, a segurança deixa de ser obrigação e se torna um valor, fortalecendo confiança, ética e sustentabilidade dos negócios no ambiente digital.

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Fonte: BeePhish — https://beephish.com